Motoristas e pedestres reclamam do estado de conservação de rebocador em balsa que opera na travessia entre São Sebastião e Ilhabela

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Marcello Veríssimo

Um problema que parece não ter solução. A qualidade das balsas que fazem a travessia entre São Sebastião e Ilhabela, não é de hoje, que desagrada os usuários que utilizam o transporte. Os casos mais recentes de espera para o embarque e um acidente em que por pouco o carro não caiu no mar tem colocado em xeque a eficiência do Departamento Hidroviário do estado de São Paulo para realizar o serviço.

Como não bastasse, a mais nova polêmica envolve o funcionamento de uma nova balsa, que é movida pelo rebocador F.Andreis VII, que tem provocado insatisfação dos motoristas, pedestres e até mesmo dos marinheiros que operam a travessia. A reportagem do JDL fez a travessia durante essa semana e ouviu relatos dos marinheiros sobre o estado de conservação da embarcação, mas por medo de represálias eles preferem não dar entrevista.

Vídeos e fotos que circulam nas redes sociais mostram que o rebocador, aparentemente, é antigo e lento. De acordo com mensagens enviadas ao JDL, os usuários reclamam das condições da embarcação. “O motor da balsa para Ilhabela é um rebocador, é brincadeira, nunca vi isso, o rebocador preso a balsa, ele gira para poder sair e os marinheiros se comunicam no grito, um absurdo”, disse um internauta.

Por nota, a Secretaria Estadual dos Transportes, responsável pelo Departamento Hidroviário, disse que a balsa com o rebocador foi alugada com a finalidade principal de prestar apoio operacional na travessia. “Ela é importante para permitir que o DH realize manutenções preventivas nas embarcações do sistema e assim garanta o atendimento aos usuários, sem prejuízos”, diz a nota. “ Essa estratégia vem contribuindo na agilidade do sistema e foi determinante para que a travessia São Sebastião/Ilhabela tenha registrado redução significativa no tempo de espera para embarque nas festas de final de ano, que não registraram filas nos últimos anos, mesmo com a alta demanda”, completa a nota.

A secretaria disse ainda que o DH vem intensificando a reforma de flutuantes, pontes e embarcações, além da manutenção constante de motores, que desde 2019 passou a ser feita 24h por dia. Treze embarcações reformadas foram entregues desde 2019 e, nestes 4 anos, o valor da tarifa foi congelado. Os objetivos são prestar o melhor serviço ao usuário e oferecer menor tempo de espera, com maior segurança para motoristas, pedestres e ciclistas que diariamente utilizam as oito travessias mantidas pelo DH.

Travessia

Por conta da frente fria e do mau tempo nesta sexta-feira (19), o DH informou que a travessia entre São Sebastião e Ilhabela ficou paralisada das 03:30 às 09:43, em razão dos fortes ventos, mas que já voltou a operar. Por questões de segurança, diz a Secretária Estadual dos Transportes, os serviços de travessias são paralisados sempre que os ventos ultrapassam a velocidade de 25 nós (46 km/h).

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