• Marcello Veríssimo

    Em uma atitude sensata, a Marinha do Brasil cedeu e adiou os exercícios de tiros agendados para a Ilha Sapata, que integra a Unidade de Conservação da Vida Silvestre Refúgio de Alcatrazes, área de proteção criada em 2016.

    Desde que foi divulgada a realização dos exercícios de tiro, mobilizou ambientalistas e sociedade civil organizada. No último dia 5, o presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Marcos Simanovic, enviou ofício à Marinha alertando sobre os riscos e a impossibilidade da prática dos exercícios na semana que vem. O período correto para os exercícios compreende os meses de novembro a abril.

    A decisão da Marinha, em resposta ao ofício enviado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), foi apenas por “adiar os exercícios”, mas o órgão não divulgou detalhes sobre o assunto e nem falou com a imprensa.

    De acordo com os ambientalistas, caso os exercícios fossem realizados nesta época de reprodução dos animais, poderiam comprometer em até 75% o sucesso da reprodução na temporada.

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