• Marcello Veríssimo

    Depois do sucesso do lançamento da 1ª adega flutuante do Brasil na 49ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, no mês passado, o velejador Ubiratan Mattos, de São Sebastião, agora parte em busca da conquista do Campeonato Brasileiro da Classe Star, disputado no Clube Naval Charitas em Niterói, no Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 21 de agosto.

    Bira segue em viagem nesta terça-feira (16) para o Rio e recebeu com exclusividade o JDL em sua casa no último domingo (14), enquanto fazia os ajustes finais no seu veleiro. “Tem a presença confirmada de uma turma de peso do estado de São Paulo e também do Torben e do Lars Grael”, diz Bira, que já está classificado para o campeonato mundial da Star, que está previsto para os dias 5 a 17 de setembro, em Marblehead, Boston, nos Estados Unidos. “Após esse evento de Niterói, que é um evento treino, embarcamos dia 28 para a Flórida, preparamos o barco que está lá, alugamos um carro e subimos mais de 3 mil milhas até Boston”, completa Bira, que nesta temporada soma sua experiência e técnica com a força de vontade e o talento do Velejador niteroiense Antônio Carvalho Moreira, seu timoneiro nos próximos desafios da temporada. “O Antônio, é um jovem de 27 anos, da nova geração da classe Star, que venho acompanhando ele na classe U30, que é a categoria júnior da classe Star”.

    Antônio Moreira é o único representante júnior do Brasil inscrito no mundial, que até agora conta com 18 atletas inscritos nesta categoria entre 120 duplas no total. O Mundial comemora os 100 anos da Classe Star, em Marblehead, que dadas as devidas proporções reúne características semelhantes com Ilhabela.

    Apoio

    O velejador de São Sebastião agradece ao empenho dos apoiadores em sua jornada nas competições. “Tenho dois grandes apoios que é a Clínica Massucato, uma clínica de desporto com o doutor Sérgio Jeremias e o fisioterapeuta Eduardo Massucatto, que são eles que cuidam de toda a minha alimentação, do meu treino, da minha recuperação e manutenção muscular”. O outro apoio é do alambique Dona Filó, parceiro de Bira no projeto da adega flutuante. O Mundial da classe Star tem patrocínio da Bacardi.

    Bira ainda lembra dos apoio da Confederação Brasileira de Vela, do Tebar Praia com o professor Ricardo Cadão e da Marinha do Brasil.

    Engrenagem

    Bira atualmente é o sétimo no ranking mundial da classe Star. Ele explica a engrenagem das duplas durante as disputas nas regatas. “Por não ser uma classe olímpica, a classe Star não tem um patrocinador fixo, e são eventos muito caros, o barco é muito caro, só de equipamentos é uma fortuna. Os eventos desta temporada são quase R$100 mil”, lembra o velejador, fazendo uma referência que os atletas da equipe olímpica tem patrocínio fixo e conseguem atrair uma série de outros patrocinadores. “As velas são iguais aos jogos de pneus da Fórmula 1, que se usam até três jogos em uma temporada depois tem que trocar”, explica Ubiratan.

    Para se ter uma ideia, atletas da equipe olímpica, que atualmente recebem o patrocínio do Banco Bradesco, além do próprio país e a Marinha do Brasil. Quando o atleta está na equipe olímpica, não tem esse tipo de preocupação se dedicando apenas aos treinos. “Mesmo atletas profissionais do nível do Robert Scheidt, do Lars e do Torben Grael o custo é alto, o custo para se velejar no Brasil já era muito alto e agora, após a pandemia, ficou muito mais inflacionado”, explica Bira, sobre a rotatividade da classe Star. “Por isso que a gente ficando pulando de dupla”.

    Mas não é só isso. Por definição, engrenagem é o conjunto de peças para imprimir movimento a eixos rotativos de máquina, motor, ou um barco. Os velejadores são as peças. “São eventos importantes, que a gente combina, começa a se juntar e ambos pagam metade do evento para pelo menos manter o ranking mundial”, explica o velejador, em referência a sua parceria mais recente com Robert Scheidt, durante a conquista do Sul Americano, em Ilhabela. “Devo correr com o Robert novamente em novembro no Rio de Janeiro, devo correr em novembro na Argentina defendendo o Sul Americano, mas só lado do Juninho da ilha, são velejadores que estamos o tempo todo em contato. Eu sou um ótimo proeiro, eles são excelentes timoneiros”.

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado.