• Marcello Veríssimo

    Tudo começa na mente, de dentro para fora. Pode parecer clichê, mas a humanidade cada vez mais procura formas e meios de diminuir a dor causada em meio ao caos do cotidiano moderno. O Instagram é um dos maiores “vilões” que contribuem para gerar gatilhos mentais nas pessoas que não correspondem com a vida estipulada pelos chamados padrões sociais.

    De acordo com a pesquisadora Hanna Krasnova, da Humboldt University de Berlim, na Alemanha, se comparada às outras redes sociais, o Instagram tem essa tendência mais recorrente de forjar uma vida perfeita. Também é na rede do “primo rico” do Facebook que a maioria dos artistas, estrelas da mídia e os chamados influencers ostentam seus luxos. “A foto provoca uma comparação social imediata, o que pode provocar sentimentos de inferioridade, mas também inveja e ressentimento”, diz a pesquisadora, que coordenou um estudo sobre o assunto. “A busca constante em transmitir uma imagem de perfeição em todos os momentos pode frustrá-lo, e pode levar até mesmo à depressão”.

    Agora, imagine essa rede social em um país com uma desigualdade social gritante, onde somente na capital de São Paulo mais de 42 mil pessoas vivem nas ruas. Segundo pesquisa da FGV – Fundação Getúlio Vargas – 41% dos jovens paulistas dizem se sentir tristes, depressivos ou ansiosos em contato com as redes sociais. Esse número é quase a metade, o que acende o sinal de alerta. O próprio Instagram passou a esconder as dezenas de milhares de likes de gente famoso para diminuir os casos de problemas psiquiátricos mundo afora.

    Por conta destes alertas, que já são conhecidos dos especialistas, a reportagem do JDL foi buscar respostas de como não deixar se abater pelas fotos e likes do Instagram, ter uma outra perspectiva sobre a vida e mudar o ângulo de visão mental para que, assim, a vida mude, embora seja preciso treino. “O cérebro também precisa de academia, é como um músculo do corpo que precisa de treino para se desenvolver”, diz Giobert Gonçalves, 58, mentor de vida de São Sebastião.

    Com 13 anos de carreira, Giobert trabalha com uma nobre missão: ajudar seus clientes a romperem a bolha do negativismo, olhar a vida sob uma outra perspectiva, vencerem a si próprios e, com isso, conquistar resultados que desejam mas que, por causa da própria mente, muitas vezes não conseguem. “Todo ser humano tem a sua individualidade, cada ser humano tem o seu processo, as suas questões, mas todos nós temos a capacidade de superação”, ele afirma.

    Giobert Gonçalves Junior adaptou e desenvolveu um método de trabalho que é só dele. Por meio de sua página profissional no Instagram (@giobert.treinadordevida), posta dicas de mentalização e mudanças de comportamento. “É pelo Instagram que muitos clientes me encontram, mandam mensagens e tenho a oportunidade de moldar o processo de cura personalizado, só dele. O Instagram também pode ser nosso aliado, tudo depende da forma como você reage a ele, e a tudo que está à sua volta”. O processo começa por mensagem no Instagram e continua no WhatsApp”, diz ele, se referindo ao fato que as redes sociais ajudam a agilizar o trabalho.

    Após conhecer os motivos que levaram o cliente até ele, Giobert conta que atende online ou presencialmente em seu consultório, que fica no bairro Arrastão, em São Sebastião. De acordo com ele, para cada cliente pode ser necessário utilizar uma técnica diferente, mas a mentalização é o processo mais comum. “Mentalizar é criar uma nova mentalidade, ou seja, as suas atitudes e comportamentos são resultado da maneira como você pensa e se você desenvolver novos pensamentos vai criar novos comportamentos e atitudes. Os pensamentos negativos são histórias que você conta pra si mesmo sobre fracassos, tristezas e autodesvalorização levando a uma vida medíocre”, ele explica.

    Mas, o mais importante, é que na maior parte das vezes, são necessárias apenas duas ou três sessões presenciais para que depois realize apenas um acompanhamento por Whatsapp. Ele ainda promove um Workshop Online para ensinar em grupo sobre essa mudança de mentalidade.

    A reportagem conversou com Alessandra Mazzochi, 40, especialista em fisioterapia estética integrativa, que mudou de Bragança Paulista para São Sebastião há aproximadamente 10 anos e procurou Giobert para conseguir mudanças em sua área profissional. Ela conta que, no seu caso, foram justamente três sessões presenciais, além de depois continuar a mentoria pelo WhatsApp. “Eu era insegura com meu trabalho, com meus concorrentes, com a minha área, se estava fazendo um bom trabalho. Comecei a ter essas dúvidas”, diz Mazzochi, que relembra desses episódios com a sensação de que “passou de fase”, como diz o próprio Giobert.

    Alessandra conta que sua insegurança não era em relação a sua competência. “Não era com o que eu sei, no que eu estudei, mas com o meu posicionamento, da minha relação com o próximo. Ele me ajudou a descobrir o que estava acontecendo naquele momento”. Mazzochi conta que o trabalho com o mentor a ajudou a descobrir e desenvolver as capacidades necessárias para o seu trabalho. “A história que ela estava contando na sua mente era de terror e quando passou a ver seus pontos positivos mudou o foco, deixou de olhar o problema e passou a olhar para a solução”, analisa o mentor de vida.

    Alessandra conta que é uma aluna aplicada. Ela não mediu esforços para fazer as “lições de casa” de Giobert e aplicar as técnicas no seu dia a dia, o treino do cérebro. “Ele fez a minha mentalização individual, que faço todos os dias”, diz Alessandra, que conseguiu se libertar da insegurança profissional e também melhorar outras áreas da vida. “Hoje em dia eu nem olho mais para minha concorrência. Estou firme no que estou fazendo”, diz ela, feliz da vida.

    “Saco Cheio” – A empresária de São Sebastião, Mônica Mallet, diz que em 2019 sentiu um “saco cheio” da vida, sem muita explicação. “Eu já ouvia muito falar dele [do Giobert], sobre seu trabalho com PNL. E fui a sua procura. A forma como ele me acolheu foi incrível e era exatamente o que precisava naquele momento”, diz Mallet. “Ele me ajudou a mudar minha forma de pensar, a encontrar novos caminhos mentais e entender o que fazia com que eu tivesse essa sensação”.

    Monica conta que, na primeira vez, foram seis sessões. “Mas depois desta ocasião, trabalhamos problemas pontuais onde apenas uma sessão bastou”. “O trabalho do Giobert, me ajudou a perceber quando meu sabotador entra em ação. E como devo agir para colocá-lo no seu devido lugar, além das mentalizações que me auxiliam em ter foco e atingir meus objetivos em curto e longo prazo”, ela explica.

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