• Marcello Veríssimo

    A materialização de uma conquista. Essa talvez seja a melhor forma para definir o mais novo título do velejador de São Sebastião, Ubiratan Mattos, que acabou de retornar dos Estados Unidos, após a participação vitoriosa no Campeonato Mundial da Classe Star, que foi disputado em Marblehead, Massachusetts, entre os dias 8 e 17 de setembro.

    Para Mattos, que concedeu entrevista exclusiva para a reportagem do JDL na manhã desta sexta-feira (23), em São Sebastião, conquistar o título ao lado de Antônio Moreira, que foi seu timoneiro durante a competição centenária foi uma vitória com sabor especial, que também se transforma em amor que está no olhar do velejador quando olha para o troféu. “O campeonato mundial completou sua centésima edição neste ano em Marblehead, a primeira edição do campeonato mundial foi feita lá [em Marblehead] no mesmo local, que foi realizada esta edição 100 anos depois”, diz o atleta, que ainda recorda que a competição não pode ser realizada durante os períodos das 1ª e 2ª guerras entre os anos de 1914 a 1945.

    Mas, em 2022, a “guerra” foi nas raias da regata Eastern Yacht Club, que reuniu 84 duplas de diferentes partes do mundo. “É um privilégio ganhar esse título na comemoração dos 100 anos, foi super especial”, contou Bira. Antes deste título, Mattos e Moreira ainda conquistaram a medalha de prata no Brasileiro, que foi realizado no Clube Naval Charitas, em Niterói, no Rio de Janeiro.

    Mattos e Moreira formaram a única dupla 100% brasileira para esta disputa do Mundial da Star. O proeiro e o timoneiro brasileiro levaram a melhor sobre velejadores da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Áustria e Argentina na categoria junior.

    Próximos desafios

    O atleta de São Sebastião segue focado nos treinos e de olho nos próximos desafios. Em novembro, Bira retorna para Miami, nos Estados Unidos, para a disputa do Interséries, uma série de campeonatos que vai de novembro a abril de 2023, além da Bacardi Cup, prevista para acontecer em março, também nos Estados Unidos. “Tudo isso focando na preparação para o europeu e o mundial, que em 2023 será disputado na Itália”, disse Ubiratan, em primeira mão para o JDL. “É uma preparação de longo prazo”, ele destaca.

    Desde que voltou ao Brasil e para casa, Bira tem celebrado com amigos e apoiadores nova conquista. Em suas redes sociais, tem registrado esses momentos com o troféu que também marca o encerramento da parceria com o velejador niteroiense Antonio Moreira. Para os próximos desafios, Mattos deve velejar ao lado de velejadores mais experientes e consagrados, como o chileno Felipe Etchnique, que esteve nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, além do próprio Robert Scheidt com quem Bira também deve voltar a velejar nos próximos desafios.

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