Reabilitadas, aves marinhas ganham a liberdade em Ubatuba

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Marcello Veríssimo

Depois de quase dois meses de tratamento, a tão sonhada liberdade. O Instituto Argonauta devolveu nesta quarta-feira (21) uma fêmea adulta de fragata (Fregata magnificens) de volta à natureza, em Ubatuba.

A ave marinha havia sido resgatada no dia 22 de julho, próximo da praia de São Sebastião, por uma equipe de monitoramento embarcada que executa o PMP-BS (Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos).

De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Argonauta, o animal foi levado para a Unidade de Estabilização, em São Sebastião, onde recebeu atendimento para um possível quadro de afogamento e pneumonia. Ao constatar estabilidade no quadro clínico, a ave foi transferida para o CRD (Centro de Reabilitação e Despetrolização) de Ubatuba.

Ao ser solta, a fragata mostrou toda sua exuberância. Com cerca de 1,5kg, o animal possui plumagem negra e cauda bifurcada.

Diferentemente dos machos da espécie, as fragatas fêmeas geralmente têm o ventre branco, enquanto eles possuem um saco da garganta vermelho e muito brilhante. De acordo com os especialistas, esses animais geralmente se alimentam de lulas, águas-vivas e peixes-voadores.

Trinta-Réis

Também nesta semana, o Argonauta realizou a soltura de um Trinta-Réis real adulto, em Ubatuba, depois de aproximadamente um mês de tratamento para sua reabilitação.

Ele foi resgatado no dia 27 de agosto, com lesões nas patas e também apresentando um quadro de pneumonia. Antes de ser solto, o animal passou pela biometria e recebeu uma anilha de identificação, conforme as regras do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres, para que ele possa ser monitorado.

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