• Marcello Veríssimo

    Ainda não foi desta vez. As eleições de 2022 não elegeram nenhum dos candidatos a deputado estadual ou federal do Litoral Norte, mas serviram para confirmar possíveis nomes para as eleições municipais em 2024. Nas eleições majoritárias, os deputados são eleitos pelo chamado sistema proporcional, ou seja, descobrir quem foi eleito envolve um cálculo complexo.

    Isso quer dizer, segundo a Câmara dos Deputados, que a lógica desse sistema é a de que cada partido elege um número de candidatos a deputado proporcional ao número total de votos que recebeu em todos os seus candidatos a deputado, além dos votos na própria legenda, e assim obtém-se o quociente eleitoral.

    Basicamente, funciona assim: cada estado tem 10 vagas na Câmara dos Deputados e o total de votos válidos foi de 100 mil, o que significa que cada lugar “custa” 10 mil votos. A Câmara dos Deputados informou que os votos válidos são os votos em candidatos e partidos, os brancos e nulos não interferem no resultado da eleição.

    Em São Sebastião, nenhum candidato do Litoral Norte conseguiu fechar o resultado desta equação. Com domicílio eleitoral na cidade, o candidato do PT Fernando Puga foi o mais votado com 4.492 votos, ultrapassando o deputado eleito Paulo Correa Jr (PSD), que teve 4.212 votos na cidade, em toda a região o petista conquistou 10.831 votos. Puga não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem do JDL.

    Já o ex-tucano Antonio Carlos da Silva (Republicanos) foi o mais votado do Litoral Norte totalizando 32.092 dos votos válidos, mas mesmo assim também insuficientes para fechar a conta de votos do quociente eleitoral/partidário, que garantiriam a sua eleição. Em São Sebastião, o ex-prefeito de Caraguatatuba obteve 7.257, sendo o candidato a deputado mais votado no município e demonstrando sua força política na futura disputa para a prefeitura. Em Caraguatatuba Antonio Carlos teve menos votos que o candidato apoiado pelo prefeito Aguilar Júnior, com 16.937 votos.

    Antonio Carlos da Silva disse que a votação expressa a indignação da comunidade do Litoral Norte com os atuais modelos de gestão e que, mesmo assim, o atual resultado não mostrou toda sua força, já que o episódio do golpe dos falsos santinhos prejudicaram a sua votação. “Fizeram uma falcatrua muito grande comigo, mas mostramos que podemos incomodar”, disse Antônio Carlos, que nas eleições de 2006 obteve quase 95 mil votos.

    Outro nome forte que agora mira nas eleições municipais é Neto Bota, que disputou sua primeira campanha para deputado estadual pelo Progressistas. O candidato obteve em São Sebastião, 1.644 votos, ultrapassando o deputado estadual eleito Eduardo Suplicy (PT) que teve 1.178 votos. Em Ilhabela, Neto Bota conquistou 496 eleitores. Com o apoio do atual prefeito de Caraguatatuba Aguilar Júnior (MDB) Neto Bota foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado na região com 28.633 votos. Em Caraguatatuba Neto Bota foi o mais votado dentre os candidatos da região, com 18.950 votos.

    Entre os outros candidatos com domicílio eleitoral na região e que ficaram mais bem colocados para deputado estadual, Carlos Lothar (União) obteve 14.433 votos e Irê Juliani (PSD) obteve 5.506 votos.

    Para federal, o Coronel Stanelis (Podemos) conquistou 6.051 votos, sendo 5.230 em Caraguatatuba. O empresário Rodrigo Tavano (Novo) conquistou ao todo 3.975, e 1.621 em Caraguatatuba.

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