• Expectativa é de alta de 7,3% para o segundo semestre de 2022

    Se o turismo foi um dos setores mais afetados da economia brasileira durante a pandemia de covid-19, é a sua retomada agora que traz boas notícias ao País. Na cidade de São Paulo, a alta de 150,5% no faturamento do primeiro semestre de 2022, em comparação ao mesmo período do ano passado, fez o setor turístico puxar a alta de 11,1% registrada pelas receitas dos serviços, como um todo, na metrópole, segundo relatório da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços na Cidade de São Paulo (PCSS), elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

    Em números absolutos, os serviços faturaram R$ 313,4 bilhões nos seis primeiros meses deste ano – uma diferença de R$ 31,2 bilhões em relação a 2021. Tamanho crescimento se vê também no otimismo sobre o balanço do segundo semestre: a estimativa da FecomercioSP é que os serviços terminem 2022 com um faturamento 7,3% maior do que o do mesmo período do ano passado, o que representa um volume de receitas em torno de R$ 350 bilhões entre julho e dezembro.

    No entendimento da Entidade, o salto do turismo paulistano – que impactou o resultado do primeiro semestre – aconteceu por causa da volta do que a cidade oferece de melhor ao setor: os eventos de negócios, como feiras e convenções, além da oferta gastronômica.

    Sendo assim, foram as atividades ligadas ao regime tributário do Simples Nacional, no qual se enquadra a grande maioria de bares e restaurantes, algumas das que mais faturaram no primeiro semestre, registrando alta de 32,3%. Em números absolutos, o resultado significa R$ 9 bilhões a mais do que no mesmo período de 2021.

    Atividades como a de mercadologia e comunicação (17,8%) e serviços jurídicos, econômicos e técnico-administrativos (13,7%) também apontaram crescimento na casa dos dois dígitos, o que expressa o ritmo da retomada de cada uma delas em relação ao período pandêmico. Neste último caso, a diferença quanto ao primeiro semestre foi da ordem de R$ 12,6 bilhões, mostra o relatório.

    Dentre as 13 atividades realizadas, 4 sofreram retrações, a maior delas observada nos serviços de representação (-4,4%).

    No geral, a FecomercioSP compreende que os dados são extremamente positivos, visto que o setor – um dos mais importantes para a economia da cidade, tanto em número de empresas como em empregos criados – foi bastante afetado pela crise sanitária, quando precisou paralisar totalmente parte de suas operações.

    Por outro lado, o cenário ainda é repleto de incertezas, em razão da manutenção dos preços altos, dos juros elevados e do volume grande de pessoas endividadas. A conjuntura, ao permitir otimismo, também exige dos empresários do setor ajustes nos investimentos e nas despesas de acordo com o movimento do fluxo de caixa, além das reduções dos custos e de novas dívidas.

    Nota metodológica PCSS

    A Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) é o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal. Utiliza informações baseadas nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador conta com uma série histórica desde 2010, permitindo o acompanhamento do setor em uma trajetória de longo prazo. As atividades foram reunidas em 13 grupos, levando em conta as suas similaridades e a representação no total do que é arrecadado de ISS no município. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas, considerando a sinergia entre os municípios do entorno, os resultados refletem o cenário da região metropolitana.

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