• Marcello Veríssimo

    O Instituto Argonauta, em Ubatuba, divulgou no final da manhã desta terça-feira (4) que recolheu o corpo de um golfinho morto na praia do Massaguaçú, em Caraguatatuba, no último domingo (2). O animal apareceu morto um dia depois do Dia Internacional da Toninha, em 1 de outubro, que alerta para os riscos que ameaçam a espécie.

    De acordo com o Instituto Argonauta, trata-se de um fêmea adulta da espécie Toninha (Pontoporia blainvillei), que segundo a necropsia pode ter morrido acidentalmente depois de ter ficado presa em uma rede de pesca. A necropsia identificou ainda que o golfinho estava debilitado, tinha lesões internas, apresentava sinais de infecção e um tumor.

    O resgate foi realizado por uma equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. Por serem animais costeiros, o comportamento dos golfinhos está diretamente ligado ao alto índice de capturas por pescadores em todo o Brasil, mas segundo os especialistas, muitas vezes, são capturas incidentais, ou seja, quando o pescador não tem a intenção de capturá-lo e o animal acaba indo de maneira acidental para a rede, também chamada de bycatch, nome em inglês utilizado justamente para designar as espécies que são capturadas, mas não são alvo destas pescarias.

    Estimativas apontam que atualmente só existem cerca de 10 mil toninhas vivas entre os mares das regiões Sul e Sudeste. A espécie é considerada vulnerável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, da IUCN.

    O Instituto Argonauta já atendeu cerca de 400 toninhas desde 2005 e foi convidado a participar do evento online, que está disponível no Youtube, “Minha História com as Toninhas”, que reuniu pesquisadores atuantes diretamente no trabalho com os peixes.

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