• Marcello Veríssimo

    Quase três anos após o caso que chocou a população do Litoral Norte e de toda a região, a Promotoria de Justiça, em Caraguatatuba, realiza nesta quinta-feira (6) o julgamento do homem que matou a turista Cristina Coelho Novaes, que morava em São Paulo e passava o fim de semana na casa de parentes no bairro Poiares, em novembro de 2019.

    O assassino matou e usou um carrinho de supermercado para transportar o corpo antes de desova-lo em um córrego do bairro. O acusado foi preso um mês após o crime, em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, e vai responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

    De acordo com a polícia, o corpo foi encontrado dois dias após o seu desaparecimento amarrado dentro de um saco plástico, enrolado em uma coberta. À época do crime imagens de câmeras de segurança que foram divulgadas pela imprensa e ajudaram nas investigações da Polícia Civil, mostram o réu transportando o corpo em um carrinho de supermercado.

    O assassino agiu sem piedade. De acordo com a polícia, ele conheceu Cristina em um churrasco e os dois usaram drogas juntos. A relação que envolve drogas, geralmente, é de troca. A dupla seguiu para a casa do réu, mas ele não conseguiu abusar da vítima e após uma discussão a matou por asfixia.

    Demonstrando sangue frio, segundo a investigação da polícia, após matar a turista ele ainda dormiu com o corpo em sua casa, acordou no dia seguinte amarrou e colocou o cadáver dentro do plástico. De acordo com a investigação, em seguida, colocou o corpo no carrinho e levou até uma valeta nos arredores da sua casa.

    A polícia informou que depois de desovar o corpo, o homem voltou para a casa, alterou a cena do crime, limpou o cômodo e “seguiu a vida”, como se nada tivesse acontecido, inclusive, indo aproveitar um dia na praia.

    O homem confessou o crime, mas disse ter sido a mando de uma outra mulher que nunca foi encontrada. Se condenado por homicídio triplamente qualificado pode pegar até 21 anos de prisão, com a agravante da ocultação de cadáver a pena pode ser estendida.

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