• Marcello Veríssimo

    Para conhecer melhor a abrangência dos benefícios do seu programa de recuperação, a ABNA (Associação Brasileira de Narcóticos Anônimos) realizou uma pesquisa quantitativa com seus membros espalhados por todo o país. A pesquisa de participação de membros da Comunidade Brasileira, feita em 2020, serve de parâmetro para compreender a eficiência do serviço oferecido por Narcóticos Anônimos na ajuda aos dependentes químicos, ou como eles dizem, adictos.

    De acordo com a ABNA, o levantamento obteve 3.271 respostas de membros da irmandade em todos os estados brasileiros por meio da internet. Somente no estado de São Paulo foram 1.263 respostas. Em sua maioria, a associação conseguiu identificar tratar-se de homens 77%, 22% são mulheres e 1% se identificou com outro gênero. 64% dos entrevistados que responderam a pesquisa online dizem ser brancos, 15% negros ou afrodescendentes e 10% multiracial. A pesquisa também identificou que 1% dos que frequentam as reuniões no Brasil são indígenas e asiáticos

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    Os membros de Narcóticos Anônimos aprendem uns com os outros como viver uma vida livre das drogas e a se recuperar dos efeitos da chamada doença da adicção. Para 78% dos que responderam ao questionário, a participação em sua 1ª reunião é muito importante. Os dados ainda levaram em conta sobre a influência em permanecer nas reuniões e 85% dos entrevistados responderam que a identificação com outros membros durante as reuniões era um componente chave para prosseguir no tratamento.

    De acordo com a pesquisa, 15% dos membros responderam que possuem uma frequência diária nas reuniões, 9% frequentam de 5 a 6 reuniões por semana, 27% de 3 a 4, 33% de 1 a 2 e 16% dos entrevistados afirmam ter uma frequência quinzenal ou mensal as salas de reunião de N.A. “A frequência regular às reuniões de N.A oferece a oportunidade de vivenciar nossa mensagem de recuperação”, disse a Associação Brasileira de Narcóticos Anônimos.

    O levantamento, ao qual a reportagem do JDL obteve acesso com exclusividade, é a primeira pesquisa do tipo realizada no país pela irmandade anônima. Foram 26 estados participantes e 17 cidadãos brasileiros que vivem no exterior. 97% dos entrevistados responderam que existe pelo menos um grupo em suas cidades.

    Entre os entrevistados, 38% têm de 31 a 40 anos, 32% de 41 a 50, 15% de 51 a 60 anos, 10% de 21 a 30, além de 4% que disse ter mais de 60 anos e 1% com 21 anos.

    N.A é composto por pessoas de muitas raças, culturas, grupos etários, profissões e origens. A pesquisa também descobriu que, com a permanência nas reuniões 86% dizem que obtiveram melhoria na qualidade dos relacionamentos familiares, 76% nas relações sociais em geral, 62% na área profissional e de emprego, 57% diversão e interesses, além de outros 50% que encontraram uma moradia estável e 44% conquistaram progresso nos estudos.

    Drogas e Tempo Limpo – Um dado que chama atenção no levantamento destaca justamente a importância do programa de recuperação de 12 passos na mudança de vida dos dependentes químicos. A pesquisa mapeou que entre as drogas utilizadas com regularidade estavam o álcool com 23%, a cocaína com 22%, maconha com 17%, o crack com 11%.

    Alucinógenos, tranquilizantes e inalantes registraram 5% de respostas, assim como estimulantes e medicação prescrita 4%. Os chamados barbitúricos 1%.

    Para Narcóticos Anônimos, estar limpo tem que vir em primeiro lugar. Esta é a principal conquista de seus membros. O levantamento mapeou também o período de tempo limpo dos seus membros.

    34% respondeu que permanece livre das drogas de 1 a 5 anos, 20% de 6 a 10 anos, 10% de 11 a 15, 6% de 16 a 20, e 22% disse que conseguiu permanecer limpo por menos de 1 ano. A pesquisa ainda mostra que 2% dos entrevistados permanecem em recuperação de 26 a 30 anos e 1% por mais de 30 anos.

    Litoral Norte – No Litoral Norte existem salas de reuniões dos Narcóticos Anônimos em São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. Para saber mais acesse o site www.na.org.br ou ligue na Linha de Ajuda 132.

    Confira o endereço de alguns dos grupos da região:

    Ilhabela – Rua Antônio Lisboa Alves S/N, Entrada Lateral pelo estacionamento da igreja, Centro/Vila.

    Travessão – Rua Maximiliano Coelho Neto, nº 100, Caraguatatuba, referência: CIASE

    Centro – Rua Jorge Burihan, nº 30, Jardim Jaqueira, Caraguatatuba, referência: CIAPE.

    Morro do Algodão – Rua São Miguel, nº 1382 sala 2, Caraguatatuba, referência: próximo ao Supermercado Cruzeiro.

    Maranduba – Rua do Eixo, nº 940, Ubatuba, referência: igreja, em frente ao açougue.

    São Sebastião – Rua Nossa Senhora da Paz, nº38, centro, referência: Casa da Associação de Amparo à Mulher Sebastianense (AAMS).

    Ubatuba – Rua Paraná, nº 257, centro, referência: próximo ao tubão, Casa dos Conselhos.

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