• Caraguatatuba recebe nesta semana a visita de representantes do Ministério da Saúde para avaliar indicadores e metas para certificação da eliminação da transmissão vertical de HIV e conquistar o Selo Ouro de Boas Práticas.

    A transmissão vertical de HIV é quando o bebê é infectado durante a gestação, parto, e em alguns casos durante a amamentação. O selo ouro é concedido ao município com uma taxa de incidência de crianças infectadas pelo HIV menor que um caso por 1.000 nascidos. Caraguatatuba está desde 2019 sem registros de transmissão vertical pelo vírus HIV.

    Na quarta-feira (19), na Secretaria de Educação foi realizado encontro com a participação do prefeito Aguilar Junior, que recepcionou a equipe do Ministério da Saúde, coordenada por Maria da Guia, responsável pela validação da eliminação vertical do HIV.

    A coordenadora destacou ser um momento importante e que o processo de início para essa solicitação já é uma vitória, pois é algo muito difícil de ser conquistado. “O selo trouxe a possibilidade de mostrar que as ações são realizadas e que o município consegue se desenvolver e se destacar estadualmente”, disse Maria da Guia.

    Para o prefeito Aguilar Junior, este momento é fruto de toda dedicação dos profissionais da saúde, através de uma rede integrada possibilitando entregar serviço público de qualidade para população.

    “Destaco que desde 2019, temos o Centro de Referência da Mulher, proporcionado ao público feminino atendimento com mais qualidade. Independente da conquista do selo ouro, o grande prêmio é conseguir vencer esta eliminação e manter este número. Já somos vitoriosos!”, destacou Aguilar Junior.

    O encontro contou ainda com o secretário de Saúde, Gustavo Boher; secretária adjunta de saúde, Derci Andolfo; representantes do Grupo de Vigilância de Epidemiológica (GVE) e do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP (CRT) e de equipamentos de saúde do município.

    Para conquistar o Selo Ouro, o município deve alcançar todos os indicadores e metas ouro de impacto e processo, como cobertura mínima de quatro consultas no pré-natal por gestante; gestantes com pelo menos um teste de HIV no pré-natal; gestantes infectadas com HIV em uso de terapia antirretroviral e crianças expostas ao HIV que receberam profilaxia antirretroviral adequada.

    Os dados analisados são referentes aos anos de 2019 e 2020 e o município atingiu 100% dos indicadores conforme edital do Ministério da Saúde, utilizados como parâmetro para receber o selo ouro. Nesta quinta-feira (20), a equipe visitará alguns equipamentos de saúde que realizam atendimento com gestantes infectadas pelo vírus.

    Após visita, será elaborado relatório com base nas informações coletadas e repassadas à Comissão Nacional, para definir se o município atende aos critérios e será contemplado com o Selo Ouro. Segundo o Ministério da Saúde, o resultado deve ser apresentado ainda neste ano.

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