• Marcello Veríssimo

    Com a proximidade das festas do fim de ano e das férias de verão, as prefeituras da região se atentam para antigos problemas que voltam aos holofotes junto com o aumento da população flutuante deste período. Um deles, a situação dos moradores que vivem em situação de vulnerabilidade social, vivendo pelas ruas, tem preocupado setores da segurança pública e da sociedade civil. Nos últimos meses, a reportagem do JDL acompanhou a situação que gerou manifestações em Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião.

    Em Caraguá, a prefeitura divulgou na última semana o balanço de atendimentos durante o período de janeiro de 2019 e julho deste ano. De acordo com os números, foram 22,7 mil abordagens. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania informou que segue realizando abordagens nos locais em que essa população costuma se instalar pelas cidades, como praças públicas e marquises de lojas.

    Pelo balanço, 6.945 pessoas foram acolhidas pelas chamadas Casas de Passagem que possuem convênios com a administração municipal. As casas de passagem são unidades para o acolhimento de pessoas que estão afastadas do núcleo familiar, e até mesmo de famílias inteiras vivendo em situação de abandono, ameaça ou violação de direitos.

    Em Caraguatatuba, segundo a prefeitura, somente durante este ano foram mais de 1.500 atendimentos e encaminhamentos de moradores de rua. Nas casas, eles recebem alimentação completa e banho, além de acompanhamento feito por equipe técnica.

    Durante a permanência nos abrigos, são realizadas diversas outras tentativas de encaminhamento destas pessoas visando sua reinserção aos vínculos sociais e familiares. De acordo com a prefeitura, também são realizados acompanhamento técnico

    pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), no serviço do Programa de Atendimento Especializado a Família e Indivíduos (PAEFI).

    Com relação aos casos que envolvem dependência química são realizadas articulações junto à Secretaria de Saúde, através do CAPS AD e das comunidades terapêuticas existentes no município visando contribuir para a recuperação destas pessoas que, em sua maioria, são de estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de outros municípios, principalmente do próprio Litoral Norte.

    A Prefeitura de Caraguatatuba informou que o serviço de abordagem especializada é feito de forma contínua. As equipes são formadas por educadores sociais que percorrem a cidade, de segunda a sexta-feira, das 8h às 23h, e aos sábados, domingos e feriados em horários alternados.

    A prefeitura informou que, em caso de brigas, atos de vandalismo ou qualquer outro tipo de violência a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

    Serviço:

    Centro de Acolhimento Popular Temporário Masculino
    Rua: Banco Itaú, 201, Porto Novo
    Telefone: (12) 3887-6287
    Centro de Acolhimento Temporário Feminino e Famílias
    Rua: Antonio Francisco Peliciari 955, Cantagalo
    CREAS (Centro de Referência Especializada de Assistência Social)
    Rua Senador Feijó, 165, Jardim Aruan
    Telefone: (12) 3886-2960

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