• Marcello Veríssimo

    A Secretaria Estadual da Saúde alerta para o aumento de casos da Monkeypox, a varíola dos macacos, no Litoral Norte. De acordo com o balanço divulgado pelo órgão, o litoral registra 11 casos da infecção, sendo quatro em Caraguatatuba.

    São Sebastião registra três casos; Ilhabela três; e, Ubatuba, um caso da doença até agora. A Secretaria Estadual da Saúde informou que os pacientes estão em isolamento. Até o momento, segundo a secretaria, não há registro de mortes nos municípios da região em decorrência da Monkeypox.

    Em todo o estado, o total de contaminações é de 4.014 pessoas. Dois pacientes morreram pela doença em São Paulo. Elas tinham 26 e 36 anos.

    O alerta da Secretaria Estadual da Saúde destaca ainda que São José dos Campos, no Vale do Paraíba, registra 43 casos e Taubaté 13.

    A maioria dos casos de Monkeypox acontece por meio do contato íntimo e sexual. Especialistas ouvidos pela reportagem do JDL dizem que, apesar dos números, não é preciso alarde na região, pois por enquanto o contágio e a transmissão estão sob controle. Ainda não há remédio e a vacina também não está disponível no Brasil. O país possui aproximadamente 8.500 casos.

    Os grupos mais propensos ao contágio são imunossuprimidos, crianças, grávidas e idosos, mas isso não quer dizer que os outros grupos também não tenham que ter cuidado, entre eles o chamado HSH {Homens que fazem sexo com Homens), dizem os médicos.

    O que se sabe até agora é que a forma mais eficaz de prevenção continua sendo evitar o contato íntimo ou sexual com pessoas que possuem lesões na pele.

    O principal sintoma da doença é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas, que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus.

    Confira outras formas de prevenção:

    – Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;

    – Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel;

    – Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;

    – Uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.

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