Marcello Veríssimo

A Polícia Civil, em Caraguatatuba, revelou a identidade do suposto integrante da maior facção criminosa do estado de São Paulo que foi preso durante a semana passada na cidade. De acordo com a polícia, trata-se de “Teco”, que seria um dos chefes do crime e lavava o dinheiro do tráfico por meio de estabelecimentos comerciais.

Somente nos últimos dois anos o fluxo do dinheiro do tráfico seria de R$ 3 bi. A megaoperação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Guarulhos com 60 policiais, que além de Caraguatatuba também cumpriram mandados de busca e apreensão em Guarulhos e Arujá.

A polícia chegou à mansão no bairro Massaguaçu, na região norte do município, na manhã do dia 30 do mês passado. Foram apreendidos cerca de R$ 5mi em dinheiro vivo, armas, carros, jóias, munições e jet skis.

As investigações começaram em 2020. De lá pra cá, a polícia começou um jogo de gato e rato com o traficante, que seria um dos maiores responsáveis pela distribuição de drogas na Região Metropolitana de São Paulo.

A polícia informou que, durante o tempo que permaneceu em Caraguatatuba, o criminoso não despertava suspeita entre os vizinhos, sendo visto como um turista que frequenta a cidade.

O criminoso vai responder por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa.

PCC – A carreira de chefe do crime rendeu uma ficha policial extensa para Teco. Ele tem passagens por dois roubos a mão armada em 2008, além de duas passagens por tráfico, sendo uma em 2014 quando foi preso com 19 quilos de drogas, entre maconha, cocaína e crack, e em 2019 com meia tonelada de maconha.

A polícia informou que existem 10 processos contra o traficante no Tribunal de Justiça de São Paulo e no STF (Supremo Tribunal Federal).

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