Marcello Veríssimo

O morador de Ilhabela, Glauco Renan, reclama do adiamento da consulta para seu filho Vitor, 3, que estava agendada para esta sexta-feira (9) no Espaço Carolina, que fica no bairro Perequê, região central do arquipélago. “Estou há mais de 3 meses aguardando uma consulta com a pediatra do espaço de saúde mental infantil Carolina”, contou o pai do pequeno Vitor.

Vitor é um garoto especial, com suposto diagnóstico de autismo. É uma criança feliz, sorridente, saudável que corre de um lado para o outro e a grande paixão do pai. “Já foi adiado duas vezes e com a data marcada para esta sexta-feira ontem [quarta-feira, dia 7] adiando mais uma vez a consulta por causa do jogo do Brasil”. “Fui questionar e a pessoa falou que é um decreto municipal, é complicado, pois são pelo menos 100 crianças na fila de espera. A gente sofre pois eles precisam de tratamento adequado, de terapia, uma longa espera e quando chega perto do dia da consulta recebo a ligação que foi adiada por causa do jogo”, ele desabafa.

Arrasado, o pai ainda reflete: “Eu trabalho com obras, sou pai solteiro e não paro para assistir jogo, nossos profissionais da saúde que cuidam da gente param”. “Será que a polícia também para? Nesse período os assaltantes podem fazer a festa?”.

Outro lado – A Secretaria de Saúde de Ilhabela informou que o menino Vitor deu entrada no serviço de saúde no dia 19 de setembro, vindo de Taubaté, no Vale do Paraíba, de acordo com o SIGS (Sistema Integrado de Gestão de Saúde).

De acordo com a secretaria, desde o primeiro momento, o paciente recebeu atendimento pelo sistema de saúde municipal e já tem consultas marcadas para o próximo dia 16 com o médico pediatra para as 15h30 e fonoaudióloga às 8h30.

No caso da consulta desta sexta-feira (9), a secretaria informou que trata-se de uma consulta agendada e não emergencial. A secretaria informou ainda que, casos de urgência e emergência, durante o período do jogo do Brasil devem procurar o Hospital Governador Mário Covas Júnior, que funciona durante 24h.

One thought on “Morador reclama de decreto que altera horários de consulta médica durante Jogos do Brasil”
  1. Não é urgente para ele. Não deve ter um filho de quase 4 anos que nao fala, que tem suas especialidades, e que sofria negligência da parte da mãe. Quanto antes tiver um diagnóstico para dar inícios aos tratamentos melhor para o desempenho da Criança segundo os profissionais da ubs.

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