Marcello Veríssimo

O agito na areia segue rendendo divergências em Caraguatatuba. Com o início do verão e todas as mudanças que a temporada gera no município, incluindo o aumento da população flutuante, a prefeitura tem intensificado as operações de fiscalização para garantir o cumprimento da lei de postura municipal.

Na semana passada, em ação realizada na Prainha, as equipes de fiscalização desmontaram uma barraca irregular que estava comercializando alimentos na faixa de areia. De acordo com a prefeitura, contrariando o artigo 243 da Lei Municipal 1.144/80 (Código de Posturas), que não permite a instalação de qualquer dispositivo fixo na praia para abrigo ou qualquer outro fim.

O secretário de Urbanismo, Wilber Cardozo, disse que esse trabalho é também uma forma de respeito aos que atuam de acordo com o que determina a administração pública. “Sabemos que este é o período mais importante para o comércio da cidade, por isso é imprescindível que todos trabalhem de forma correta e adequada”.

Os fiscais de posturas realizam ações para combater a venda de produtos em desacordo com a licença e com os locais previamente designados para a atividade, proíbem a montagem de barracas em espaços não permitidos e solicitam aos ambulantes irregulares a retirada das mercadorias.

O secretário disse que esse tipo de fiscalização ocorre durante todo o ano, justamente para que todos possam se preparar e aproveitar as oportunidades econômicas trazidas pela temporada de verão. “De maneira disciplinada e em conformidade com o determinado pela legislação municipal”.

Martim de Sá – Bem próximo da Prainha, na Martim de Sá, outra praia que fica lotada durante o verão, moradores e turistas reclamam de uma “mudança drástica” que alterou as características naturais da faixa de areia da praia que, segundo eles, foi estendida em alguns pontos da praia.

O caso repercutiu nas redes sociais e nos grupos de mensagens. De acordo com os internautas, a prefeitura teria feito uma espécie de “maquiagem” cobrindo com areia os coqueiros que estavam com risco de cair. As árvores estavam com as raízes expostas em razão de ressacas e avanço do mar. Por causa do avanço da maré, a praia teria perdido até 80 metros de faixa de areia nos últimos 10 anos.

As raízes desses coqueiros foram cobertas por areia, segundo os comentários foi retirada da própria praia, durante a execução do serviço que teria sido feito na “surdina”.

Até a tarde desta segunda-feira (19), a prefeitura não comentou o caso.

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