Marcello Veríssimo

O Dia do Surfista foi celebrado neste sábado (21) em Santos, na Baixada Santista, berço do surfe no Brasil, mas por todo litoral atletas e admiradores do esporte lembraram a data postando fotos e stories nas redes sociais. Este ano, oficialmente, foi lembrada a 20º edição do Dia do Surfista, que foi instituído pela lei municipal n. 2172/2003, de autoria do Vereador Fábio Nunes (MDB).

Nestas duas décadas, ao todo, 78 surfistas e personalidades ligadas ao esporte já foram homenageadas durante as comemorações. “Tenho que enaltecer todos os homenageados e dizer que preservar a história, que é uma coisa que a gente faz em Santos, é a coisa mais importante para o surfe”, disse o surfista Fábio Ventriglia, que agradeceu as homenagens realizadas pela prefeitura com o apoio das associações de surfe de Santos e da Associação Brasileira de Surfe Feminino e de Longboarder.

O prefeito santista, Rogério Santos (PSDB), disse que a cidade deve muito ao surfe, assim como o surfe deve muito a Santos pelo fato do município ser o berço do esporte no país. “Tudo isso foi graças a vocês, que trazem o surfe ao dia a dia da cidade”.

Durante todo o sábado (21), a reportagem do JDL recebeu relatos e foi marcada em postagens no Instagram fazendo alusão a data. Para saber mais um pouco da importância do esporte individualmente e no coletivo de quem vive na praia, o JDL conversou com um dos maiores surfistas que São Sebastião já teve: o caiçara Gedeon Gonçalves, 62, que começou a surfar no verão de 1975.

De lá para cá, Gedeon se tornou uma espécie de referência para as novas gerações que foram surgindo no esporte, incluindo o campeão Gabriel Medina, que Gonçalves participou de eventos específicos na modalidade, os chamados “surf treinos”, quando Gabriel ainda era uma criança com apenas 10 anos.

Antes de ser uma estrela do esporte, o caiçara Gabriel Medina começou no Circuito Sebastianense de Surf com apenas 5 anos. Em 2005, aos 10, foi campeão pela primeira vez na categoria Petit (sub 10). “O Gabriel começou direto nos campeonatos e participava dos surf treinos, mas ele não treinava nas escolinhas de surfe. Quem treinava e dava aula para ele sempre foi o padrasto dele, o Charles, que é o atual marido da mãe dele, Simone Medina”, lembra Gedeon, que é o responsável por diversos projetos ligados ao esporte, entre eles o projeto Salva-Surf em 1996 e a Escolinha de Surfe do Guaecá, a 2ª escolinha de surf pública do Brasil, fundada em 1989 com a ASSS (Associação de Surfe Sebastianense), na época do prefeito Paulo Julião.

A entidade, assim como Gedeon, com o tempo se tornaram sinônimo de surfe nas praias sebastianenses. “Fui um dos idealizadores e organizei 15 circuitos. Ou seja, mais ou menos uns 60 campeonatos além de outros. Meu 1º campeonato foi em Guaecá com o Grego em 1981”, diz ele.

O surfista atualmente relembra com gratidão toda a sua trajetória e posta em seu perfil no Instagram fotos simbólicas que marcaram a vida de muitos surfistas na cidade. “Os caras hoje estão com quase 40 anos e me fazem lembrar deles. Foram tantos alunos e o tempo passa”, ele disse. “Mas tenho muita satisfação e gratidão por esse tempo”.

Para conhecer a história do surfista Gedeon Gonçalves, basta seguir o Instagram @gedeonsurf.

ASSS – A Associação de Surfe Sebastianense é uma organização não governamental que existe desde 1986. Além de Gedeon, que presidiu a ASSS de 1989 a 2006, também já presidiram a entidade o senhor Júlio Hernandes, pai do surfista Júlio Barata, entre 1987/88, Cristóvão Marmo e atualmente Frank Constâncio.

Para saber mais siga a Associação de Surf Sebastianense no Instagram @asss.surf e no Facebook Associação de Surf de São Sebastião.

By srneto

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