Para monopolizar tráfico, PCC cria sistema de franquia de drogas

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Marcello Veríssimo

Você vai “colar” na lojinha? A frase, utilizada por muitos jovens, pode ser entendida de diversas formas, mas uma delas se tornou alvo de investigação policial.

O Ministério Público de São Paulo investiga a nova maneira que a maior facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas está expandindo seus negócios cada vez mais lucrativos: o tráfico de drogas, de uma forma cada vez mais empresarial.

De acordo com o MP, o PCC (Primeiro Comando da Capital), que completou 30 anos recentemente, criou um sistema de franquias para vender ou alugar “lojas” , como vem sendo chamados os pontos de venda de drogas, as conhecidas bocas de fumo, também chamadas de biqueiras.

A investigação mostrou que, com a rede de franquias do tráfico, os criminosos movimentam cerca de R$ 1 bilhão por ano, com ramificações por todo o estado. Os “imóveis” podem ser vendidos e alugados por até R$ 2 milhões.

De acordo com o MP, o mercado imobiliário do crime define o custo das ‘lojas’ conforme sua localização e o fluxo de clientes.

A facção é detentora do monopólio do crime. Além da venda no varejo, ou seja, quando a droga é vendida diretamente para o usuário, o PCC também controla o mercado no atacado, buscando monopolizar o tráfico de crack, cocaína e maconha nas ruas.

O MP diz que todas as lojas recebem drogas exclusivamente do PCC. “”É crucial lembrar que todas as lojas (…) recebem o entorpecente única e exclusivamente do PCC. Assim, é importante imaginar, a título de exemplo, que as lojas do PCC não passam de franquias que só vendem o produto fornecido pelo PCC”, diz o Ministério Público.

A reportagem do JDL tentou falar com a SSP (Secretaria de Segurança Pública) sobre o assunto na manhã deste sábado (15), mas por ser final de semana o órgão não tem expediente. O espaço continua aberto.

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