Marcello Veríssimo

O arquipélago de Alcatrazes, santuário ecológico na costa sul de São Sebastião, se tornou uma espécie de oásis para um de seus filhos mais célebres: os tubarões.

De acordo com os pesquisadores, sete espécies de tubarão foram registradas no arquipélago recentemente.

Alcatrazes está 35 quilômetros longe da região central de São Sebastião e a 15 da praia Barra do Una, na costa sul.

O levantamento foi realizado pelo projeto “Mar de Alcatrazes”, que conta com o apoio da Petrobras.

De acordo com os ambientalistas, os tubarões estão no topo da cadeia alimentar e sua presença mostra um indicador de saúde ambiental. Até o ano passado, a presença dos peixes não era registrada em Alcatrazes.
Esse projeto é desenvolvido pelos pesquisadores Fábio Motta, Fernanda Rolim, Ana Clara Athayde, Maisha Gragnolati, Raphael Munhoz, Guilherme Pereira, Otto Gadig, Luiza Chelotti e Nauter Andres.

De acordo com os pesquisadores, ecossistemas equilibrados se beneficiam da presença desses predadores, que ajudam a manter a qualidade do habitat e são considerados um indicador de saúde ambiental.

As espécies predominantes registradas são tubarão galhudo-malhado, tubarão-mangona ou tubarão-touro, tubarão galhudo ou tubarão-cinzento, tubarão-seda, cação-frango, tubarão-martelo e tubarão-martelo-liso.

Para os cientistas, o aumento de tubarões na região sugere um efeito positivo recente da zona de proibição de captura para estes predadores, além de um ecossistema mais saudável, entre outros benefícios para a espécie que é ameaçada de extinção.

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