Marcello Veríssimo

Após três meses de tratamento, uma tartaruga-cabeçuda voltou ao mar nesta semana. Encontrado totalmente debilitado em outubro do ano passado, em Itanhaém, o animal da espécie Caretta-caretta foi solto próximo da Ilha Montão de Trigo, em São Sebastião, na última terça-feira (1).

De acordo com os ambientalistas, essa espécie de tartaruga marinha é classificada como vulnerável na lista de animais ameaçados de extinção.

O resgate foi realizado pelo Instituto Gremar, que atua na Baixada Santista e foi responsável pela reabilitação do animal. De acordo com o Gremar, a tartaruga estava magra, com exoftalmia ocular, que é a protrusão dos globos oculares, e algas aderidas em sua carapaça.

Assim como todo processo de cura, a tartaruga marinha sofreu para se recuperar. Os especialistas disseram que o animal também tinha uma fratura cicatrizada na carapaça, outra na mandíbula, além de pequenos papilomas, que são tumores benignos.

Conforme os especialistas do Gremar, a evolução positiva do seu quadro clínico e o bom resultado dos exames mostraram que a tartaruga estava apta para voltar ao mar. Os registros do momento foram realizados por Rafael Mesquita.

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