Marcello Veríssimo

Desde o dia 14 de fevereiro, os católicos do país vivem a Quaresma, que marca o período de 40 dias entre o Carnaval e a Páscoa. Até o dia 28 de março, o domingo de Ramos, uma semana antes do Domingo de Páscoa, os cristãos se dedicam a um período de penitência em que abdicam das tentações mundanas tão presentes no Carnaval.

Para este ano a data tem como tema “Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade”. Em sua mensagem para a Quaresma 2024, o Papa Francisco disse que a humanidade da época atual atingiu
“níveis de desenvolvimento científico, técnico, cultural e jurídico capazes de garantir dignidade a todos”, mas segundo Francisco o risco é que, sem rever os estilos de vida, se caia na “escravidão” de práticas que arruínam o planeta e alimentam as desigualdades.

A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) informou que a Quaresma é o tempo de preparação para a Páscoa ou a ressurreição do Senhor. “A Páscoa deve ser vista ou vivida como o maior acontecimento do cristianismo. Cristo morreu, mas ressuscitou, vencendo o pecado e a morte. O maior pecado é, hoje, o mundo ter perdido a autêntica noção de pecado”.

De acordo com o Bispo Emérito de Taubaté, no Vale do Paraíba, Dom Carmo João Rhoden, o essencial na Quaresma é vivenciar o amor e o sofrimento de Cristo pela humanidade. “Redescobrir, então, o alcance da fraternidade. O individualismo e a ganância destroem a verdadeira vivência do Evangelho”. “Isto é uma calamidade. Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade é: “Fraternidade e amizade social”. O lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23, 8)”.

O JDL tentou falar com o pároco de São Sebastião, padre Alessandro Coelho, mas ele não foi encontrado ou respondeu ao pedido de entrevista pelo WhatsApp.

A Diocese de Caraguatatuba, responsável pelas paróquias do Litoral Norte, ainda não divulgou a programação da Quaresma deste ano.

Peixe

De acordo com a CNBB, o costume de comer peixe é ligado a uma forma de praticar o jejum e a abstinência. O pescado é uma alternativa permitida durante o jejum, pois é considerado um alimento mais humilde e simples do que a carne vermelha, além de ser abundante em algumas regiões do país, como o Litoral Norte.

A CNBB informou que, segundo a tradição cristã, o peixe também tem um significado simbólico, pois é associado aos milagres realizados por Jesus.

O jejum, segundo a CNBB, é obrigatório nas recomendações da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-feira Santa. A CNBB também informou que a carne vermelha deve ser evitada durante todas as sextas-feiras da Quaresma.

A expectativa dos comerciantes é que as vendas de peixe aumentem nos próximos dias. Para se ter uma ideia, entre os pescador mais procurados nesta época do ano na região, estão a pescada, corvina, e a sardinha com preço mais em conta para o consumidor a partir de R$ 21 o quilo.

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