Marcello Veríssimo

Para evitar assaltos da “gangue da pedrada”, uma das alcunhas dadas aos grupos de marginais que roubam telefones celulares na região central de São Paulo e hoje se espalham por ruas de avenidas de bairros nobres da capital, também fora do centro, motoristas de transporte por aplicativo estabeleceram uma espécie de novo código de conduta durante as viagens, assim que o passageiro entra no carro. “Antes de começar a corrida eu já aviso: esconde o celular, se o passageiro quiser continuar mexendo é por conta e risco dele”, disse a motorista Gysele.

Ela faltou com a reportagem do JDL durante uma viagem pela região central da capital nesta quinta-feira (25). “Ao mesmo tempo em que a região está bem policiada, essa conta não fecha, pois os ladrões estão por toda parte nos congestionamentos”.

Enquanto levou a reportagem, a motorista explicou que uma das regiões mais perigosas, mesmo com a presença da PM, é entre as estações Sé, República e Santa Cecília. “Mas hoje eles também estão roubando muito em Pinheiros”, disse a motorista, que já teve vidros do carro quebrados por ladrões.

De acordo com pesquisa DataFolha, divulgada no dia 16 de março, 1 em cada 3 moradores da capital já teve o celular roubado, o equivalente a 35%, sendo que deste total 16% foi vítima desses criminosos mais de a vez, segundo a pesquisa.

A reportagem do JDL não conseguiu falar com o comando da Polícia Militar para comentar o assunto.

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