Marcello Veríssimo

O ano é 2024 e prestes a celebrar mais um Dia dos Namorados, muita gente não sabe nem o que está fazendo para conhecer novas pessoas. Os smartphones e seus inúmeros recursos praticamente são uma extensão de seus donos, uns mais outros menos, mas em alguma área da vida o telefone está lá.

Até no sexo e nos relacionamentos com a infinidade de aplicativos voltados ao tema que estão no mercado. De acordo com os especialistas, a comodidade do smartphone para flertar com qualquer tipo de pessoa com o tempo faz com que a conquista possa se tornar enfadonha e com uma série de erros. “Aliado a indústria da pornografia, a falta de conexões reais e ao falocentrismo da sociedade limita os encontros só aos órgãos e tamanhos dos genitais”.

Desde a pandemia, em 2020, o sexting, o ato de trocar mensagens com conteúdo erótico ganhou status de comportamento, que na realidade significa a prática do sexo online ou virtual. Mas no Brasil, compartilhar fotos ou vídeos sem o consentimento é crime.

Pesquisa DataFolha encomendada pelo site Omens e o app Happn ouviu 999 pessoas em todo o país para mapear como andam as práticas de sexualidade e paquera das pessoas.

De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados, quase a metade do total, afirma não entrar em contato com o outro após um primeiro encontro. Outros 29% esperam que a outra parte faça esse contato, segundo a pesquisa essa foi a maior prevalência em todos os recortes sociais.

Para 44% dos entrevistados o sexo online é visto como comum. Em contrapartida, 40% afirmaram que esse tipo de interação não é comum.

No que diz respeito aos dados demográficos e socioeconômicos, apenas um destoa da média: entre aqueles da classe D e E, apenas 8% disseram não dar seguimento a paquera caso o date tenha sido ruim.

Encruzilhada

Para Giobert Gonçalves, que atua como treinador de vida em São Sebastião, o flerte, a química, a conexão não tem regras, quando o “match” acontece o casal saberá. “Com a infinidade de possibilidades não existem limites, tem pra todos, mas cada um tem que estar atento ao que quer para não cair em ciladas, mas elas são inevitáveis”, ele afirma.

O treinador disse que nada está certo ou errado durante o flerte, segundo ele, trata-se de adequação, mas isso não significa que dará certo por muito tempo. “A pessoa que está falando com você, também está falando com outras 10, 15”, ele alerta. “Os relacionamentos humanos possuem diversas e diferentes camadas”, completa.

A pesquisa comprova a fala de Giobert. De acordo com os dados, outro comportamento de destaque é que 29% dos entrevistados alegaram esperar que a outra pessoa dê o primeiro passo, enquanto 24% dos homens disse ligar ou mandar mensagem para saber o que a outra pessoa achou do primeiro encontro, sendo que entre as mulheres, a incidência é de 9%.

Rua

A reportagem do JDL saiu às ruas na última sexta-feira (24) para tentar descobrir como as pessoas estão se relacionando em uma cidade pequena, como as que compõem o Litoral Norte.

A jovem Laís, 28, aceitou falar. Com corpo exuberante, ela conta que recebe muitas mensagens no celular, mas que tem seus critérios. “Os homens acham que só por postar foto de biquíni na praia, estamos sempre disponíveis, estou solteira por opção. Não é assim, tem que saber chegar”, ela brinca.

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