Homem suspeito de espancar e matar a companheira grávida é preso em São Sebastião

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (28), um homem que é suspeito de espancar e matar a companheira – que estava grávida de sete meses – em São Sebastião (SP). A mulher e a bebê morreram.

Segundo o mandado de prisão, o homem que foi preso preventivamente nesta segunda-feira (28) é Jhonny Alexandre Simões Sarquis, de 30 anos. Natural de Ilhabela, o homem morava em São Sebastião. Ele tem passagem por tráfico de drogas e é investigado por feminicídio.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima é Jaísa Maria Soares da Silva, de 26 anos. Ela ficou em estado grave após ser espancada em dezembro de 2022. A mulher chegou a ser internada em um hospital de São Sebastião e passou por uma cesárea de emergência, mas ela e a bebê não resistiram e morreram no hospital.

Ainda segundo a Polícia Civil, a paciente deu entrada no hospital com diversos hematomas na região torácica, abdominal e membros inferiores e superiores.

Diante do relatos de médicos e familiares, de que a mulher era vítima de violência doméstica e que contou ter tido uma discussão com o companheiro no dia das agressões, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem.

Em abril deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou o homem à Justiça, indiciando ele pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificado.

“O acusado, por motivo fútil, com emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e valendo-se da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar, matou Jaisa Maria Soares da Silva, que estava grávida”, afirmou o MP na denúncia.

“Em uma discussão banal de casal, espancou a vítima, que estava grávida, com socos e chutes, causando-lhe diversos ferimentos, que foram a causa eficiente da morte da ofendida. As agressões perpetradas pelo acusado causaram à vítima a perda do feto e traumatismo torácico”, completou o Ministério.

Ainda segundo o órgão estadual, o homem possui antecedentes criminais por tráfico de drogas.

“Deve-se destacar, ainda, que o acusado possui anotações pela prática de crimes de tráfico de drogas, associação para fins de tráfico de drogas e corrupção de menores, o que demonstra ser pessoa perigosa, motivo pelo qual sua liberdade coloca em risco a ordem pública. Deve ser decretada a prisão preventiva do acusado, até mesmo para preservar a colheita do depoimento das pessoas arroladas como testemunhas”, defendeu o MP.

Após a denúncia do MP, a juíza Gláucia Fernandes Paiva, da Comarca de São Sebastião, acatou o pedido de prisão preventiva, expedido o mandado de prisão contra o homem no final de abril.

“Diante das informações trazidas pela Autoridade Policial, verifica-se que os indícios são fortes no sentido de que o investigado esteja envolvido em delito que permite a decretação da prisão preventiva. O investigado estaria supostamente envolvido na prática do crime de homicídio qualificado contra sua então companheira, grávida de 07 meses à época”, afirmou a juíza.

“Há indícios de autoria, considerando o histórico de violência doméstica e familiar contra a vítima, bem como pela prova material de que as lesões em várias partes do corpo da gestante (região torácica, abdominal e membros superiores e inferiores) não foram perpetradas pela equipe médica tampouco resultado de negligência hospitalar”, completou a juíza.

Com G1

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