A Prefeitura de Ubatuba emitiu nota esclarecendo a contratação de ferramentas voltadas ao monitoramento meteorológico e à ampliação da capacidade de prevenção de desastres no município, após entrevista coletiva realizada no paço municipal na última terça-feira (24).
Em 2026, a administração firmou contrato com a empresa Geopixel, especializada em monitoramento hidrológico. A plataforma já está em uso, com dados sendo repassados ao grupo de contingência e às secretarias envolvidas, permitindo o acompanhamento das condições climáticas e apoio às ações de resposta e prevenção.
O sistema será integrado ao futuro Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) municipal, que contará com estrutura própria de monitoramento, incluindo vídeo wall e funcionamento 24 horas por dia. A central deve estar totalmente estruturada em aproximadamente 40 dias. A ferramenta possibilita o acompanhamento contínuo de variáveis como volume de chuvas, temperatura, ventos e ocorrência de tempestades, além de permitir análises detalhadas para apoio à tomada de decisão.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Alexandre Napoli, o sistema contribuirá para o planejamento de secretarias com atividades sensíveis às condições climáticas, como Turismo, esportes náuticos e realização de eventos. As informações também são encaminhadas a grupos técnicos para suporte operacional.
A plataforma reúne dados estáticos e dinâmicos, imagens de satélite, informações de radares meteorológicos, pluviômetros e previsões atualizadas. O objetivo é identificar cenários com potencial para deslizamentos, alagamentos, inundações e ventos intensos, situações recorrentes no município.
O contrato tem duração inicial de 12 meses e inclui suporte técnico, treinamento e desenvolvimento da plataforma conforme as demandas da Defesa Civil. O pagamento foi realizado com recursos da Fonte 1, vinculados à Secretaria de Segurança, sem utilização de verba da TPA. O Fundo Municipal de Defesa Civil, previsto em decreto, já foi encaminhado à Câmara Municipal e passou por leitura em sessão, mas ainda aguarda votação.
A empresa responsável pelo sistema estará no município na próxima quinta-feira, 26, para avaliação técnica do prédio que abrigará a sala de crise e a sala de monitoramento, incluindo análise de localização, estrutura física e layout.
Em relação ao radar meteorológico mencionado na coletiva, o município formalizou pedido de cessão de área pública na Ponta Grossa para instalação do equipamento pela Defesa Civil Estadual. O processo administrativo segue trâmites legais. O radar será operado pelo CGE da Defesa Civil do Estado de São Paulo e atenderá todo o Litoral Norte paulista.
O modelo segue o padrão já implantado em Ilhabela e em outras regiões do estado. Diferentemente das estações convencionais, que registram apenas o volume de chuva já ocorrido, o radar utiliza tecnologia Doppler para monitorar, em tempo real, a formação e o deslocamento das precipitações. O sistema emite ondas eletromagnéticas que, ao atingirem partículas de água nas nuvens, retornam ao sensor com dados que permitem identificar intensidade da chuva e movimentação dos ventos, ampliando a capacidade de emissão de alertas antecipados.
A implantação do radar não utilizará recursos da Prefeitura nem da TPA, sendo investimento do Governo do Estado de São Paulo. Após deliberação sobre o espaço público, a área será oficialmente destinada à instalação do equipamento.
As informações meteorológicas municipais e estaduais serão compiladas e compartilhadas com as secretarias, possibilitando acionamentos integrados conforme o Plano de Contingência do município. Quanto às sirenes de alerta, o projeto prevê instalação em 17 pontos classificados como áreas de risco R3 e R4, já mapeados. No entanto, a iniciativa ainda está em fase de estudo e depende de definição orçamentária para sua execução, que neste cso, poderá ser oriunda da Secretaria de Segurança, Secretaria do Meio Ambiente ou da TPA, visto que será uma utilização integrada.









