• A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM), Departamento de Pesca, Agricultura e Abastecimento participou nesta quarta-feira (16) de uma roda de conversa sob o tema ‘Da Malacocultura à Algicultura’.

    O evento foi realizado com produtores de mexilhão, algicultores, pesquisadores do Instituto de Pesca do Estado de São Paulo e associações representativas da categoria, como a dos maricultores e pescadores da Rancho da Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia Cocanha (MAPEC) de Caraguatatuba, onde ocorreu a reunião. Estiveram presentes, também, a Associação de Maricultores do Estado de São Paulo (AMESP) e Tatiana da Gama Cunha, Presidente da Associação de Maricultores do Sul da Ilha de Santa Catarina (AMASI).

    O principal objetivo do evento, foi a troca de experiências, desafios para o setor, e principalmente, apresentação das vivências dos produtores da Associação de Maricultores do Sul da Ilha de Santa Catarina, incluindo suas parcerias com setor público e privado, e as principais diferenças das técnicas utilizadas na produção de algas, entre o Sudeste, Litoral Norte de São Paulo e o Sul do Brasil, Estado de Santa Catarina.

    Produtores e delegados das associações ressaltaram que a algicultura apresenta uma tendência de crescimento no Litoral Norte, devido às condições da costa marítima e facilidades no manejo dos cultivos. Já os representantes do projeto “Mar é Cultura” da AMESP falaram sobre o andamento de algumas etapas do projeto no Litoral Norte, como auxílio na retirada de documentação, parcerias com o setor público e futuros cursos.

    Durante a conversa foi lembrado que o cultivo de algas no Litoral Norte ficou proibido na Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte (APAMLN), entre outubro de 2008, quando foi criada a APAMLN, até a publicação do seu Plano de Manejo, em junho de 2022.

    Representantes do Departamento de Pesca da Prefeitura de São Sebastião ressaltaram os esforços do governo municipal para auxiliar os produtores de pequena escala do município, realizando, por exemplo, o recém estudo protocolado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Governo Federal para implantação de parque aquícola que inclui treinamento em manipulação de pescado, curso do Turismo de Base Comunitária (TBC), em parceria com Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), e curso de aquaviários com a Marinha do Brasil.

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