Marcello Veríssimo

É no verão que eles dizem que o mar também é deles. Criminosos que atuam no mar a bordo de jet skis ganharam mais notoriedade ao receberem a alcunha de “Piratas do PCC”.

Desde setembro, a polícia paulista está atenta à atuação desses criminosos que em cima das motos aquáticas já realizaram ao menos seis ataques.

A investigação da Polícia Civil revelou que os roubos somam prejuízo estimado em R$ 2 milhões.

O mar é a maior cena de crime do planeta já que se trata de 70% da área da terra e os bandidos sabem disso.

Tráfico de drogas, de armas, de escravos, além do comércio de espécies ameaçadas são os crimes mais comuns que estão na rota dos piratas do crime.

Para os criminosos, o mar é extremamente lucrativo por possibilitar poucas chances de serem pegos. A reportagem do JDL foi a única da região que abordou o tema com exclusividade em 2022.

De acordo com o Código de Processo Penal, os crimes que são cometidos em qualquer embarcação nas águas territoriais brasileiras
ou nos rios e lagos fronteiriços, bem como a bordo de embarcações nacionais, em alto-mar, serão processados e julgados pela justiça do primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se afastar do país, pela do último em que houver tocado.

No caso dos piratas do PCC que foram responsáveis por roubos nas praias do Litoral Sul, os jets skis roubados podem ser utilizados para outros crimes, como a locação clandestina durante o verão.

Para roubar, os criminosos abordam as vítimas armados e encapuzados. Eles roubam jet skis, telefones celulares e cartões de crédito. De acordo com a Polícia Civil, após anunciar o assalto, os piratas ordenam que as vítimas pulem no mar deixando as deriva.

Após mapear o perímetro, a polícia descobriu que os bandidos agem em um raio de aproximadamente 10 quilômetros pelo canal de Bertioga.

Um dos casos mais chocantes aconteceu no mês de setembro. A vítima tirou uma foto e postou nas redes sociais apenas 15 minutos antes de ter o seu jet ski roubado. O crime aconteceu no dia 23 na Riviera de São Lourenço.

A reportagem do JDL não conseguiu confirmação com a polícia para saber se os piratas que agiram em Bertioga já foram identificados.

Fontes na polícia ouvidas pela reportagem disseram que, por enquanto, não existem registros da atuação dos piratas no Litoral Norte.

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