Marcello Veríssimo

O Movimento Contra a Exportação de Animais Vivos no Porto de São Sebastião ocupou o plenário da Câmara de São Sebastião durante a sessão na noite desta terça-feira (5) com o objetivo de fazer com que o parlamento entenda a importância de aprovar um projeto de lei proibindo o embarque de cargas vivas pelo porto sebastianense.

O MCEAV também entregou o esboço de um projeto de lei à assessoria do presidente, vereador Marcos Fuly (DEM). De acordo com o movimento, falta apenas os vereadores conhecerem o projeto e colocar em votação.

João Carlos Pereira Júnior, uma das lideranças do movimento, que conta com apoio de entidades nacionais e internacionais fez um pronunciamento contrário ao embarque dos animais, que segundo ele, beneficia apenas “meia dúzia de empresas que não pagam um centavo de ICMS”. “Não contribuem com um centavo de imposto para o desenvolvimento de nossa cidade”, disse ele.

De acordo com João, essas empresas usam o espaço do porto, são cruéis com os animais para todos verem. “Desfilando com seus caminhões que não deixam revoltados, indignados e impotentes congestionam o trânsito, estragam nossas vias”, ele completou.

Recentemente o movimento disponibilizou uma petição pública online que angariou mais de 1.200 assinaturas pedindo o fim dos embarques. “Esta é a casa do povo e os vereadores foram eleitos para representar a vontade popular. A imensa maioria da população, ouvida por nós do Movimento é contra os embarques de animais vivos no Porto”, garantiu.

A batalha pelo fim dos embarque e do bem estar dos animais foi intensa neste ano. No dia 27 de outubro.

Crueldade

De acordo com o movimento, a crueldade com os animais começa quando os bois são retirados das fazendas e confinados nos caminhões para serem transportados. “Caminhõs apertados e insalubres, onde permanecem viajando por 8, 10 e até 12 horas, de pé, sem comida, sem água, expostos às curvas e ao calor das estradas”, disse Pereira Júnior na tribuna.

“O absurdo continua quando estes pobres animais são embarcados nos navios sucata, apertados nas mesmas condições dos caminhões ou até piores para chacoalhar durantes semanas num mar imprevisível e muitas vezes revolto, sem ventilação ou refrigeração adequada, numa situação de crueldade e maus tratos evidente e absurda”, denunciou.

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